Lembro na minha infância que era muito comum ver pequenas carroças, com alimentos - verduras, frutas, sendo puxadas por cavalos.A carroça, repleta de produtos horti-fruti ia passando pelas ruas e avenidas, era uma maneira de estabelecer a venda direta - do produtor ao consumidor. E o cavalo, ou burro, era uma espécie de animal doméstico em algumas casas. E olha que não estou falando de uma cidade do interior, e sim, de Santos e São Vicente.
O próprio bonde, nas duas cidades, durante quase 50 anos, foi puxado por burros - a chamada, na época, de tração animada. Com a chegada do bonde elétrico em 1909, aos poucos o animal foi substituído pela eletricidade, processo que levou cerca de uma década para se concretizar.
Nesta semana, em São Vicente, fiz uma volta ao passado: um cavalo é utilizado para puxar uma carrocinha com produtos de limpeza. Munido de um megafone o vendedor, e provável dono do animal, anuncia seus produtos.
Veja as fotos:
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| Lá vem a carroça com os produtos de limpeza. Note também o tipo de pavimentação da rua, hexagonal, comum também em outras cidades do litoral. |
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| O cavalo lentamente carrega a carrocinha. O vendedor empunha um megafone. |