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domingo, 29 de junho de 2014

Aqui no Passado: O Casarão do Valongo em 2007 e 2014

Não que seja um passado muito distante... 2007. Mas aqui está um antes e depois que dá gosto de se ver: o casarão duplo do Valongo, antes da reforma estava em ruínas. E hoje, reformado para a criação do Museu Pelé está novinho em folha. Veja:

 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Aqui, no Passado: Rua Bittencourt em Santos

Na semana passada, na postagem http://www.muitobem.tv/2011/05/duas-fotos-antigas-de-santos-memoria-da.html sobre fotos encontradas em uma edição especial publicada sobre a Telefonia em São Paulo, a foto abaixo gerou dúvidas sobre a sua localização:
Foto da rua Bittencourt, provavelmente nos anos 1940

Fiz uma verificação in loco, no centro de Santos, e aqui está o local: a rua Bittencourt, próximo ao Corpo de Bombeiros. Feijó. Então, o bonde que aparece à direita não está nem na Brás Cubas e tampouco na Conselheiro Nébias, e sim na Senador Feijó.

Veja o comparativo do ontem e hoje em duas fotos:
O mesmo local, em maio de 2011

Aqui uma comparação, com o local atual à esquerda.

O mesmo local, com o local atual à direita.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Aqui, no passado: Rua João Pessoa

Uma das principais ruas do centro de Santos, a rua João Pessoa mereceria hoje ser chamada de avenida. É de se estranhar como uma rua tão larga e movimentada, ainda é uma... rua!

Talvez um dia isso seja mudado, mas vale lembrar que a Rua João Pessoa nem sempre foi assim como é hoje, uma espaçosa "avenida".

Era anteriormente chamada de Rua do Rosário, e começava no Largo do Rosário (atual Praça Rui Barbosa): o nome veio da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, ou simplesmente Igreja do Rosário.

A rua João Pessoa foi sendo alargada em épocas diferentes. Alguns trechos não contíguos até o final de 1960. Já  em 1971, a rua já estava alargada entre a Praça Rui Barbosa e a Rua Martim Afonso. Em 1977 o restante da rua começou a ser totalmente alargada, até o Porto, como é hoje.


A foto acima mostra a rua João Pessoa em agosto de 1963, sendo que o trólebus está vindo da rua Martim Afonso indo na direção centro-porto. Assim como os bondes, os trólebus durante décadas circularam na rua João Pessoa, inclusive em faixa exclusiva na contramão. Atualmente os trólebus e bondes de Santos apenas cruzam a rua João Pessoa, ou seja, os trólebus e bondes não circulam na rua João Pessoa.


O internauta e Amigo dos Trólebus e dos Bondes Werter de Jesus fez algumas fotos atuais da rua e também enviou para o blog Muito Bem! fotos antigas dos mesmos locais para comparação, veja:

As duas fotos, mostram os mesmos lugares. A foto de cima é do início do final dos anos 1970, e a debaixo, uma foto atual. Uma das diferenças mais notáveis é a chaminé que havia na foto antiga: era uma unidade do Açúcar Pérola, que existiu no local durante anos. Na foto atual e na antiga vemos ao fundo, à direita o Moinho Paulista. Ao centro da foto atual, ao fundo enormes pontes rolantes do Porto de Santos.

Vamos voltar um pouco mais no tempo:

As fotos acima são do trecho da rua João Pessoa próximo ao prédio do jornal A Tribuna, que aparece à esquerda da foto. Note o ímóvel à frente que não havia sido alargado. Um detalhe da foto antiga, provalmente dos anos 1960: o cruzamento das redes aéreas (fios) do trólebus (que seguia pela rua João Pessoa) e do bonde, que vinha pela rua Itororó.

Na foto abaixo, praticamente do mesmo local, por volta de 1973, vemos as lojas Ducal e note também os efeites de Natal usados na época.
Note também na foto acima, que estampava matéria do extinto jornal Cidade de Santos, um trólebus seguindo no fundo da foto. O centro de Santos sempre teve um movimento intenso.

A foto abaixo, é dos anos 1920: note a fiação e os trilhos dos bondes. A antiga Rua do Rosário, tinha bondes e um movimento comércio bastante variado, e não havia sido alargada. O trecho que vemos é o próximo ao então Largo do Rosário, atual Praça Rui Barbosa.

A João Pessoa deixou de ser Rua do Rosário em 1930. Note que na foto antiga todos os prédios situados à esquerda da foto foram demolidos ao longo das décadas para o alargamento da rua como é atualmente.

TRÓLEBUS

A foto ao lado mostra um trólebus na rua João Pessoa em frente à igreja Nossa Senhora do Rosário. O trólebus é um FIAT Alfa-Romeo Pistoiese, fabricado na Itália em 1962, cuja frota começou a chegar a Santos em junho de 1963 e em agosto daquele mesmo ano inauguraram o "Serviço de Trólebus de Santos", operado pelo extinto S.M.T.C (Serviço Municipal de Transportes Coletivos). Como a foto é de 1981, o trólebus da foto já tinha cerca de 18 anos em operação. Na época, os trólebus no centro de Santos partiam da Praça Mauá e em seguida seguiam no trecho da General Câmara, contornavam a Praça Rui Barbosa e seguiam pela rua João Pessoa em direção aos bairros. (Agradecimentos a Rafael Asquini que nos enviou esta foto histórica).

Um detalhe interessante desta foto é que a pintura do trólebus é a mesma do final dos anos 1960, sendo que haviam já haviam sido adotados diversos padrões para ônibus e trólebus desde então, porém este exemplar ainda permanecia "esquecido" com a pintura antiga. Na época já estavam sendo adquiridos novos trólebus Marcopolo e também 25 trólebus italianos antigos estavam sendo reformados e recuperados.

ANÚNCIOS DA RUA DO ROSÁRIO NO JORNAL "DIÁRIO DE SANTOS"

O largo do Rosário e a rua do Rosário - atuais Praça Rui Barbosa e Rua João Pessoa há mais de um século já tinham a vocação comercial que tem hoje. Vendo exemplares antigos de jornais, especialmente os do início do Século XX, além dos anúncios de estabelecimentos comerciais era muito comum o anúncio de remédios contra maleita, fortificantes, e remédios que prometiam curar "lombargia" e prisão de ventre. Também era comum o anúncio de caixões, e já havia o "Edital de Protestos", entre outros. Você pode ver alguns exemplares digitalizados do Diário de Santos no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo, clique aqui. Você vai encontrar edições de vários jornais, incluindo algumas raras edições do Diário de Santos de 1907, 1912 e 1914.

Veja dois anúncios publicados no extinto jornal Diário de Santos de estabelecimentos da antiga Rua do Rosário. O primeiro, do dia 22 de Maio de 1914:

Café e Restaurant Paris Nocturno
Recentemente inaugurado, acha-se aberto durante noite tendo um habil chefe de cosinha de dia e de a noite, garçons práticos, tendo todas as accomodações para a rapaziada santista. Façam uma visita ao Paris Nocturno, lá encontrarão os mais saboros petiscos. Menu sempre variado, tem diariamente tudo o que há de melhor no mercado para attender os freguezes ao paladar mais exigentes. Rua do Rosario, 95. Telephone, 570 - De propriedade de E. RAMOS - Gerente Manoel Eardoso Lourreiro ex-dono do Hotel du Giole
Aqui, outro anúncio, publicado no dia 27 de Agosto de 1907 também no Diário de Santos, do Café Brasil:


Provem o CAFÉ BRASIL O único puro especial, Kilo 1$000. Completo sortimento de artigos finos, como seja: Chocolate, chá matte, manteiga, queijos, bombom, doces, etc. etc. Entrega a Domicílio. 106 - Rua do Rosário - 106 - Telephone, 130 - SANTOS


Continue sua viagem no tempo:
Veja mais sobre a Rua João Pessoa no site Novo Milênio: clique aqui

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Aqui no Passado: Av. Bartolomeu de Gusmão, Ponta da Praia

Cidade de Santos, agosto de 1971
A foto acima mostra a avenida Bartolomeu de Gusmão, em agosto de 1971. Os bondes já haviam deixado a cidade em fevereiro daquele ano, mas os trilhos ficaram na cidade de Santos durante décadas.
Naquela avenida, Entre o canal 6 e o final da praia (próximo ao início da avenida Saldanha da Gama) o bonde trafegava em uma pista exclusiva (também conhecida como via segregada), em linha única - portanto não poderia haver simultaneamente naquele trecho, bondes circulando nos dois sentidos.
Note na foto acima, ainda os postes de sustentação da rede áerea (fiação) dos bondes.


A foto do mesmo local, atualmente (08 de Setembro de 2009).


Uma foto do mesmo local, abrangendo um campo maior. O Aquário Municipal, está à esquerda da foto.

Aqui no Passado: Av. Conselheiro Nébias


A foto acima mostra um acidente na avenida Conselheiro Nébias, no início dos anos 1960: um fusca capotado em plena avenida, no cruzamento com a rua Governador Pedro de Toledo. (foto arquivo jornal A Tribuna)

Abaixo, o mesmo local, em 2009. Note que as construções que se encontram na foto acima são as mesmas da foto abaixo.


Veja o mapa do local:

Exibir mapa ampliado

domingo, 1 de março de 2009

Aqui, no Passado...

Uma cidade que tem tanta história como Santos tem que ter sua memória preservada. Hoje há uma grande preocupação em se manter arquivos bem conservados, coisa que há algumas poucas décadas não se fazia com tanta intensidade. Então, que tal registrar o que há hoje e que está para desaparecer? Diversas casas e terrenos estão dando lugar a grandes (e altos) empreendimentos e também a novas vias públicas.

No passado, não foi diferente, muitos prédios, casas e até ruas desapareceram sem deixar nenhum vestígio.
Veja algumas imagens antigas "que não existem mais":


Jornal A TRIBUNA
Antigas casas na rua Xavier da Silveira: elas foram demolidas para alargamento da rua, na região próxima a atual unidade dos Bombeiros.

Jornal A TRIBUNA
A construção da segunda pista da avenida da Praia, em 1955. Este trecho é entre o Canal 2 e a avenida Ana Costa. O bonde da foto percorria a linha 2, que foi inaugurada em 28/04/1909 com os primeiros bondes elétricos de Santos. A linha, que ligava Santos à São Vicente via Praias, foi extinta em 1966. Os bondes reinaram absolutos pelas praias de Santos até Fevereiro de 1971.

Jornal A TRIBUNA
Uma foto da Praça da Independência, no início dos anos 1950. Uma paisagem bastante diferente da encontrada hoje. Note a faixa exclusiva para bondes junto à praça. As palmeiras, porém, já estavam por lá...

Jornal Cidade de Santos
O Parque Balneário, um luxuoso hotel, com jardins junto à avenida da Praia. Nos anos 1970 o hotel deu lugar ao atual Parque Balneário Hotel e ao Shopping Parque Balneário, além de um conjunto de prédios residenciais. Do conjunto acima, resta ainda hoje um edifício na rua Fernão Dias, esquina com Carlos Afonseca.
No saguão do atual hotel há uma arte estilizada com imagens das instalações antigas.

Jornal A TRIBUNA
Aqui a avenida Marechal Floriano Peixoto, junto à rua Marcílio Dias, em meados dos anos 1950. O bonde que fazia o trajeto marcado pelos trilhos era o da linha 12. A paisagem acima é bem diferente da atual, que tem um movimentado comércio e trânsito idem.

Jornal Cidade de Santos
O bairro do Boqueirão, especialmente no trecho final da Conselheiro Nébias teve enormes mudanças: ali havia um Parque Indígena de um lado, e do outro, o Miramar, que era um centro de entretenimento. Na foto acima, em um local junto à esquina da avenida Epitácio Pessoa com a Conselheiro Nébias, havia a Estação dos Bondes. Atualmente não se encontra qualquer vestígio desta estação no local.


Jornal Cidade de Santos
Neste trecho da avenida Bartolomeu de Gusmão junto ao Aquário havia uma faixa exclusiva para bondes. Com o fim dos bondes, em 1971, os trilhos permaneceram ali por vários anos e acabou se transformando em estacionamento para automóveis.


Jornal Cidade de Santos
Em alguns pontos do canteiro central da avenida Ana Costa e também na avenida Bartolomeu de Gusmão junto ao final da Conselheiro Nébias existem construções que despertam a curiosidade das pessoas: são os antigos "abrigos de bondes". Além dos que estão "de pé" havia outros que foram demolidos. O abrigo de bondes da foto acima, ficava na avenida Vicente de Carvalho, entre a avenida Ana Costa e a rua Marcílio Dias. Havia também outro em frente ao Clube Internacional de Regatas. Ambos foram demolidos.

Uma forma de contar a história da nossa região: mostrar um local e o que havia ali, no passado. Ou seja, Aqui, no Passado...

AS IMAGENS ACIMA SÃO DE EDIÇÕES ANTIGAS DOS JORNAIS A TRIBUNA E CIDADE DE SANTOS