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domingo, 3 de maio de 2015

Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande - Andando pela História

Vemos a Fortaleza sempre quando estamos na Ponta da Praia, seja nas muretas ou no Deck do Pescador, ou mesmo das janelas de um prédio ou do próprio Museu de Pesca.

A Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande (Creative Commons by Emilio Pechini 01mai2015)


O melhor de tudo é poder andar por aquela construção que remonta o século XVI. Sim, construída em 1584 para poder proteger as vilas de Santos e de São Vicente, contra as invasões piratas.

Nos primeiros anos de sua existência, ela combateu o corsário inglês Thomas Cavendish e em 1615, o corsário holandês Joris van Spilbergen. A artilharia preparada para a Fortaleza, porém, não foi suficiente para impedir os invasores. Assim, a Fortaleza foi fortemente armada e, em 1770, no seu apogeu, dispunha de 28 canhões.

Museu de Pesca. Antes, havia ali o Forte Augusto (ou Forte da Estacada) que funcionava em conjunto com a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande (Creative Commons by Emilio Pechini 01mai2015)


Logo em frente, no local onde hoje conhecemos como Museu de Pesca e anteriormente, Escola de Aprendizes de Marinheiro, houve o Forte da Estacada, construído no início do século XVIII, que também ficou conhecido como Forte Augusto.
Como o nome diz, Estacada, este forte era feito com uma barreira de estacas e tinha armamentos que auxiliavam o combate em conjunto com a Fortaleza de Santo Amaro. O forte foi demolido no início do século XX e em seu local foi construído o prédio da Escola de Aprendizes de Marinheiro, onde hoje funciona o Museu de Pesca.

O FIM DAS ATIVIDADES DA FORTALEZA DE SANTO AMARO DA BARRA GRANDE E DO FORTE AUGUSTO

Em 1893, a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande cumpriu sua última missão de artilharia, contra o cruzador República, na Revolta da Armada.

Canhão exposto na Fortaleza. Ele não é original do lugar. Os canhões que pertenciam à Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande foram levados para o Museu Naval do Rio de Janeiro, segundo informações dos monitores da Fortaleza (Creative Commons by Emilio Pechini 01mai2015)


No início do Século XX foi construído um o Forte de Itaipu, e então a Fortaleza de Santo Amaro foi desativada. Para complementar a defesa do Porto de Santos, foi construída uma outra fortaleza, na outra ponta da entrada da Baía de Santos, o Forte dos Andradas.

Durante décadas a construção ficou abandonada, e em 1967 foi tombada pelo Patrimônio Histórico. De 1993 a 2012 sua manutenção ficou à cargo da Universidade Católica de Santos e à partir de então e até hoje é administrada pela Prefeitura de Guarujá, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

COMO CHEGAR

Na Ponta da Praia, em Santos, na Ponte Edgar Perdigão há as barcas para a Praia do Góes. Basta informar que se deseja ir até a Fortaleza e o barco deixa o passageiro na ponte junto à Fortaleza. Na volta, toma-se o barco no mesmo local. A passagem de cada viagem hoje (03 de maio de 2015) é de R$ 2,50.

 (Creative Commons by Emilio Pechini 01mai2015)


Uma outra opção é através do Guarujá, pela Estrada de Santa Cruz dos Navegantes. O acesso é próximo à Vila.
Não há cobrança de ingresso na Fortaleza. O local conta com sanitários e monitoria, além de exposições temporárias e permanentes.

AS FOTOS

Além de estar 'mergulhado' em um ambiente histórico, com mais de quatro séculos de existência, o local é um excelente cenário para fotos e filmagens.
Veja:

 (Creative Commons by Emilio Pechini 01mai2015)

 (Creative Commons by Emilio Pechini 01mai2015)

 (Creative Commons by Emilio Pechini 01mai2015)


Assista ao videoblog gravado na Fortaleza:


domingo, 25 de março de 2012

Hino do Colégio Docas de Santos

As ruínas do Colégio Docas podem ser vistas pelo Street View, do Google Maps

Uma história que não deve ser esquecida: a do Colégio Docas de Santos.

Por sorte há quem ainda possa contar as lembranças de uma instituição que atravessou décadas e hoje não existe mais. Seu prédio, em ruínas, agora municipal, aguarda seu destino.
É triste para os milhares de ex-alunos, funcionários e professores passarem pelo número 130 da rua Campos Mello, e ver o estado lastimável em que se transformaram os majestosos prédios, cuja construção lembrava grandes casarões.

Lembro do uniforme, primeiramente camisa branca com um bolso com o escudo das Docas, depois a camiseta amarela com letras em azul marinho.
Também lembro da cantina e da formação com o hino nacional e da escola.
E os professores, Zélia, Ema, Aidil, Eliane, Ramos, Ione, Ivanir, Magali e tantos outros.
Havia também o palco, instalado em um dos lados da quadra fechada, na qual havia uma espécie de "sinaleiro", que raramente vi acender.


OS PRÉDIOS

Na imagem abaixo, capturada do Google Maps, podemos ver o Colégio Docas atual, com telhas faltantes e o estado da quadra aberta.

Eu estudei nesta escola de 1973 a 1980 e lembro muito bem da disposição dos prédios:

Vista por satélite do Colégio Docas
Eu nem imaginava, na época, que aquele campo usado para futebol foi no passado um terreno por onde passavam os trens que levavam rochas dos morros para a construção do Porto de Santos.

O HINO DA ESCOLA DOCAS DE SANTOS

Vale lembrar que o Docas teve nomes como Associação dos Empregados da Companhia Docas de Santos, Centro Cultural Docas de Santos, Escola de Educação Infantil e de Primeiro e Segundo Graus "Docas de Santos", entre outros.

A professora Zélia, que atualmente mora no bairro do Boqueirão,


Encontrando a dona Zélia - que foi minha primeira professora no Docas, na primeira série, comentei com ela que lembrava do Hino do Colégio Docas, mas que não conseguia encontrar a letra completa.

No dia seguinte, ela entregou-me uma folha manuscrita com a letra do hino.



Então, aqui está:

Hino do "Colégio Docas de Santos"

Quando o sol deslumbrante aparece
com seus raios dourando as campinas
ao trabalho entoando uma prece
operários já vão pra oficina


Oficina escola
do bem, onde a luz
onde a luz da instrução, 
com fulgor,
brilha aqui nesta casa
do bem, de carinho,
de afeto, e de amor.

A melodia, quem sabe um dia, possa ser gravada em áudio ou vídeo e ser publicada aqui.

Quem tiver fotos, ou outras curiosidades, podem ser enviadas para o e-mail muitobem.tv@gmail.com


domingo, 15 de janeiro de 2012

Santistas conhecem a história de perto em caminhada

Caminhada Histórica irá comemorar os 20 anos da TV Tribuna

Tema deste ano será a década de 90, período em que a afiliada Rede Globo chegou na Baixada Santista e Vale do Ribeira Evento reúne milhares de pessoas no Centro de Santos 

Caminhada reúne milhares de pessoas todos os anos (foto José Luiz Borges - divulgação)


A 8ª Caminhada Histórica pelo Centro de Santos, que acontece no próximo dia 29 de janeiro, às 9h, com concentração na praça Mauá, fará uma homenagem aos 20 anos da TV Tribuna. 

 Durante todo o percurso, os participantes serão reportados a década de 90, período em que a emissora foi inaugurada, conhecerão detalhes de sua programação e acompanharão apresentações artísticas marcantes daquela época. 

 “Vai ser muito divertido. Além de desvendarem as curiosidades dos prédios e monumentos que fazem parte da história do Brasil, os visitantes saberão que programas locais, como o Corpo em Ação, completam 10 anos este ano”, diz a supervisora de Marketing e Mídia da TV Tribuna, Rosângela Barreiro. 


A 8ª Caminhada Histórica pelo Centro de Santos é realizada pela TV Tribuna, afiliada Rede Globo na Baixada Santista e Vale do Ribeira, com o patrocíonio da Prefeitura de Santos, apoio da Sabesp e organização da Kawan Eventos. 

Serviço:
8ª Caminhada Histórica pelo Centro de Santos
Data: 29 janeiro (domingo) 
Horário: 9 horas 
Concentração: Praça Mauá Roteiro (3 km): praça Mauá, praça Rui Barbosa, rua Amador Bueno, rua Frei Gaspar, avenida São Francisco, praça José Bonifácio, rua Brás Cubas, praça da República, rua Visconde do Rio Branco, rua da Constituição, rua General Câmara, e praça Mauá. 
Bilheteria: Grátis. Porém, as primeiras 1500 pessoas que doarem 1 kg de alimento ganham um brinde especial 

Por Emanuelle Oliveira Jornalista - Mtb 59.151
Agracecimentos: Direto da Fama

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Futebol de Várzea Santista é tema de exposição



Uma história de muitas glórias, emoções e memórias do futebol de várzea em Santos. Afinal, "não importava a bola, o campo... eles davam show de qualquer jeito".
Esse é o tema da Exposição Guardião da Várzea, que acontece até 15 de novembro, no Clube de Regatas Vasco da Gama.

Estão expostas cerca de 300 fotos dos antigos times varzeanos de Santos.
A exposição Guardião da Várzea é organizada pela SEMES - Secretaria Municipal de Esportes de Santos - Museu De Vaney, varzeasantista.com e tem apoio do Clube de Regatas Vasco da Gama. 
Em sua segunda edição, a mostra conta com diversas fotos inéditas e espera repetir o grande sucesso de público acontecido no ano passado. 

Serviço:
Exposição Guardião da Várzea
Local: Clube de Regatas Vasco da Gama
Av. Almirante Saldanha da Gama, 33 - Ponta da Praia, Santos, SP
De 10 de outubro até 15 de novembro de 2011.
Horários:
Segundas-feiras: das 18h às 21h
Terças a Sextas: das 08 às 21h
Sábados e Domingos: das 08 às 15h
ENTRADA FRANCA


Agradecimentos: Jair Siqueira - www.varzeasantista.com


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Homenagem a Martins Fontes em prédio de Santos


A poesia acima está na fachada do Edifício Piratininga, em plena orla da praia de Santos. 

O prédio fica no endereço onde, no passado, havia uma casa onde morou um dos maiores poetas do Brasil: Martins Fontes.

PIRATININGA

Beijemos nós a Terra em que nascemos,
Beijemos nós a gleba familiar
Sobre a qual se ergue o teto onde vivemos,
E é o nosso berço, sendo o nosso altar.

Ajoelhados, beatíficos, beijemos
Da nossa casa a pedra liminar.
E que a nossa paixão chegue aos extremos,
Defendendo a honradez do nosso lar.

Beijando assim a Terra, a nossa Terra,
Beijaremos os mortos que ela encerra,
E cuja cinza se transmuda em flor!

Para que, entre os milagres da saudade,
Revivam todos em fraternidade,
Ressuscitados pelo nosso amor!

(Martins Fontes)

O MÉDICO E POETA MARTINS FONTES

José Martins Fontes nasceu em Santos em 23 de junho de 1884, na casa 4 da Praça José Bonifácio. Era filho de dona Isabel Martins Fontes e do Dr. Sylvério Martins Fontes. O poeta, na infância publicou seus versos num jornal manuscrito chamado "A Metralha" "para explosão aos domingos". Por ocasião da inauguração do monumento em comemoração dos 400 anos do descobrimento do Brasil, levantado em São Vicente, próximo à Biquinha, Martins Fontes, aos dezesseis anos de idade, recitou um poema de sua autoria.

O poeta estudou nas melhores escolas de Santos, depois foi para Jacareí e, no Rio de Janeiro, cursou a Faculdade de Medicina, fomando-se em 20 de dezembro de 1906. Lá conviveu com poetas como Olavo Bilac e Coelho Netto, e foi auxiliar de Oswaldo Cruz no saneamento da cidade do Rio de Janeiro.
Depois de trabalhar em diversas instituições médicas, no início da década de 1910 voltou a Santos, tendo trabalhado na Santa Casa de Misericórdia.

O atual Edifício Piratininga, construído no terreno onde ficava a residência da família de Martins Fontes

Segundo Jacob Penteado, no livro Martins Fontes: Uma Alma Livre "a popularidade de Martins Fontes e de seu pai, Silvério Fontes tornou-se uma legenda em Santos. A família transferira sua residência para a praia, isto é, para a atual Avenida Presidente Wilson, 68, onde se encontra o Prédio Piratininga, no José Menino. Conhecemos a casa. Era uma bela mansão, com jardim na frente, e um enorme terreno, nos fundos, a perder de vista. Não havia ainda a rua Floriano Peixoto, aberta a pedido do Dr. Silvério. Martins Fontes era madrugador, às 6 horas já estava de pé, e às 7, podia ser encontrado na Santa Casa de Santos."

Martins Fontes exerceu a Medicina e também a Poesia, Prosa e também trabalhos científicos, além de escrever crônicas em jornais e revistas, como O Malho (Rio de Janeiro), A Gazeta e o Diário Popular (São Paulo), Diário de Santos e Cidade de Santos (jornal anterior ao homônimo do Grupo Folha). Em 1930 foi eleito membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa. 
Uma de suas frases ficou famosa na região, e continua sendo repetida por muitos, até hoje: "Como é bom ser bom!"

Martins Fontes faleceu aos 53 anos, no Hospital da Beneficência Portuguesa de Santos, estando seu corpo sepultado na cidade, no Cemitério do Paquetá.

O jornal A Tribuna de Santos, quando de sua morte, publicou entre outras, estas palavras de homenagem: 
"A cidade de Santos vestiu-se de luto, porque acaba de desaparecer aquele que, na verdade, era o Sol da nossa terra" - Archimedes Bava. 
"Neste momento, só posso render ao meu queridíssimo Fontes a homenagem do silêncio" - Galeão Coutinho.Segundo o Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira (Enciclopédia Mirador Internacional), os primeiros versos de Martins Fontes revelam uma poesia exuberante, cheia de vontade de viver, enquanto os da última fase são inspirados pela filosofia positivista. 


O busto de Martins Fontes está instalado nos jardins da praia de Santos, em frente do local onde foi sua residência e do atual Edifício Piratininga, na avenida Presidente Wilson, 68, no José Menino, em Santos


Segundo a Polianteia Santista, de Fernando Martins Lichti, na seção Monumentos, o busto de Martins Fontes foi construído por amigos do poeta, alguns anos após o seu falecimento e instalado nos jardins da praia, bem em frente ao número 68 da avenida Presidente Wilson, residência de Martins Fontes. O monumento foi inaugurado no dia 20 de junho de 1941.



Fontes consultadas:
Polianteia Santista e História de Santos (Fernando Martins Lichti e Francisco Martins dos Santos) (acervo pessoal muitobem.tv)
http://www.novomilenio.inf.br/cultura/cult008.htm
http://www.sitedeliteratura.com/Litbras/martinsfontes.htm
http://educacao.uol.com.br/biografias/martins-fontes.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Martins_Fontes


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bondes em fotos antigas de Santos

Jair Siqueira, que tem o Museu Virtual do Futebol de Várzea de Santos (site www.varzeasantista.com), gentilmente enviou-me 5 fotos históricas de Santos nas quais o bonde é figura presente.

Veja:

HOTEL INTERNACIONAL E PRAIA DO JOSÉ MENINO

Acervo Jair Siqueira

O cartão postal acima mostra o bonde da linha 2, que está com um reboque, passando em um trecho que havia construções dos dois lados da avenida da Praia.
Hoje em dia, não existem mais estas casas nem mesmo o famoso Hotel Internacional mas, em seu lugar, após a construção da segunda pista da avenida, foram construídos edifícios. Aliás, justamente pela necessidade de ampliar a avenida da praia é que o hotel foi demolido, em 1959. Ele foi construído em 1894.
Voltando ao bonde, a Linha 2 foi a pioneira dos bondes elétricos de Santos e São Vicente. Fazia a ligação entre as duas cidades, via Ana Costa e Praias. Em São Vicente, fazia ponto final na Avenida Capitão Mór Aguiar. A Linha 2 foi inaugurada em 28 de abril de 1909, e foi extinta em 15 de novembro de 1966, a pedido do município de São Vicente, que não mais queria bondes em suas ruas e avenidas.

Sobre o local acima, há uma postagem curiosa sobre o Bonde Escolar, contada pela dona Rosa Ana, que justamente morava próximo ao Hotel Internacional, quando ela era criança.


PRAIA DO GONZAGA


Acervo Jair Siqueira

A imagem acima é da Avenida Presidente Wilson, junto a Rua Marcílio Dias, no Gonzaga.
A foto mostra a avenida ainda com apenas uma pista. Note que havia a via segregada, exclusiva para bondes. A foto é de por volta de 1950. Apenas em 1955 é que foi inaugurada a segunda pista da avenida da Praia, entre o Canal 2 e a Ana Costa.
Observe que mesmo com a construção da segunda pista, os bondes não mudaram de lugar. Ou seja, ao invés de uma via lateral exclusiva, eles passaram a circular no centro da então nova avenida.
Há uma foto da construção da segunda pista da avenida da praia na seção Aqui, no Passado de 01/03/2009.
Note ainda o jovem jardim da praia, ainda sem muitas árvores.


PRAIAS DO GONZAGA E JOSÉ MENINO

Acervo Jair Siqueira

Aqui, uma foto da avenida Presidente Wilson, já em meados da década de 1960. 
Note o bonde ao lado do respectivo abrigo. Essa construção, na década de 1970, ganhou um pavimento superior, o que causou polêmica e voltou a construção original. A demolição deste abrigo deu-se no final daquela década. 
Note o arvoredo no canto inferior direito da foto, do antigo Parque Balneário Hotel.
Adiante o Hotel Atlântico e, à esquerda, a Fonte 9 de Julho.
Obviamente ainda não havia o Emissário Submarino, construído na década de 1970, mas a orla já tinha alguns edifícios, alguns ainda em construção.
No asfalto a marca dos trilhos de bonde e os caminhos dos antigos elétricos que saíam e entravam na Avenida Ana Costa.

O CINE ATLÂNTICO E A PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA

Acervo Jair Siqueira

A foto acima mostra em destaque o Cine Atlântico e a Praça da Independência, com três bondes, na década de 1950.
Historicamente deve-se tomar cuidado para não confundir o Cine Atlântico com os também já extintos cines Studio Atlântico I e II que existiram onde atualmente há as Lojas Americanas e o Mc Donald's na Avenida Ana Costa. Este Atlântico ficava onde hoje há a Galeria 5a. Avenida e o prédio comercial onde estão instaladas as rádios Cultura AM e FM, e outras salas comerciais e também um prédio residencial.
Já os bondes da foto eram os das linhas 20, 23 e 42. Não se pode deixar de notar o Hotel Ritz, que funciona ali atualmente, no mesmo prédio, com características semelhantes, na rua Marechal Deodoro.

Sobre os bondes, a linha 20 fazia ponto final ali mesmo, na Praça da Independência. Qualquer semelhança com o atual itinerário da linha 20 de trólebus não é coincidência, já que as atuais linhas de ônibus tem alguma semelhança com as antigas linhas de bonde, cuja numeração foi mantida em alguns casos.
Já a linha 23 fazia o itinerário Ana Costa-Canal 1 até a rua Alfredo Ximenes. Sim, o bonde não atravessava, naquela época, a linha férrea do Canal 1. Havia um impasse entre a antiga Cia City e a Estrada de Ferro Sorocabana, que não permitia que os trilhos de bondes da City cruzassem os trilhos da Sorocabana. De fato, nem no Canal 1 e nem no Canal 2 os bondes cruzavam a linha do trem.
Mesmo quando o S.M.T.C. assumiu o serviço de bondes, em 1951, o "tabu" continuou.
Porém, no final da década de 1960, no Canal 1, a linha 23 passou a ser circular e finalmente passou a cruzar a linha férrea, seguindo até a Cidade. No sentido contrário, Centro-Canal 1-Praia-Ana Costa-Centro passou a ser circular também a linha 37 de bondes, que anteriormente fazia ponto final "no outro lado" da linha férrea.
Já a linha 42 fazia o itinerário Centro-Ana Costa-Praia-Ponta da Praia. O ponto final da linha era junto ao Clube Internacional de Regatas e Clube de Regatas Santista, entre os quais havia um retorno. Havia em frente ao Ínter um abrigo de bondes, que foi demolido na década de 1990. Durante décadas a linha 42 praticamente não se alterou. E acabou ficando marcada por ter sido a linha a qual servia o último bonde do sistema comercial de Santos, que voltou definitivamente à garagem na madrugada do dia 28 de fevereiro de 1971, encerrando o serviço de bondes na cidade.


PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA

Acervo Jair Siqueira

Aqui mais uma bela foto da Praça da Independência. Um bonde da linha 2 seguindo seu percurso em direção à praia e São Vicente.
E ali, do outro lado da praça, a Viação Cometa, onde há um ônibus estacionado em frente.
Do lado esquerdo, o posto de gasolina, no mesmo local de hoje em dia.
Á direita da foto vê-se um dos prédios do conjunto do antigo Parque Balneário Hotel.
Na foto há uma espécie de anotação "Kauffman Santos", tradicional empresa do ramo fotográfico da cidade.

Agradecimentos: Jair Siqueira - Várzea Santista

terça-feira, 3 de maio de 2011

Uma volta ao passado com a maquete do antigo Hotel Parque Balneário

O antigo Hotel Parque Balneário, na década de 1940

Em breve a história de Santos terá mais um elemento que resgatará uma imagem que sumiu da paisagem do Gonzaga, há mais de 30 anos: o antigo Hotel Parque Balneário.
Graças a um esforço de pesquisa, dedicação e talento, o maquetista Pedrolandi Fernandes Sestari está construindo uma maquete que trará de volta à lembrança de um dos mais importantes imóveis históricos do século XX em Santos.

PARQUE BALNEÁRIO - HOJE

O atual complexo do hotel e shopping
O conjunto de prédios do antigo Hotel Parque Balneário deram lugar a um moderno conjunto de edifícios residenciais na avenida da praia e também ao conjunto formado pelo atual Shopping e ao Hotel, que conservam o nome Parque Balneário.

Estima-se que 500 mil pessoas utilizam o espaço mensalmente, que gera centenas de emprego nas cerca de 160 lojas do centro comercial que recentemente ganhou um terceiro pavimento, que abriga o novo Espaço Gourmet e, no futuro, cinemas, teatro e fast food, conforme está anunciado no local.

O atual Parque Balneário Hotel tem em seu saguão de recepção duas artes esculpidas em mármore, sendo de um lado o aspecto das antigas instalações do antigo Parque Balneário e, de outro, como é nos dias de hoje. O hotel hoje pertence ao Grupo Mendes.


O ANTIGO PARQUE BALNEÁRIO


Em outros tempos e outras características da cidade, o local movimentou a elite santista e também os turistas.
Em 1912 a família Fraccarolli adquiriu o antiga instalação existente, e realizou uma grande ampliação que ficou famosa e prestigiada pela elite santista.
Nos anos 1920 havia um enorme letreiro com a inscrição "Kursaal" (balneário para tratamento de saúde, nos moldes dos resorts alemães), visando atrair as pessoas que estavam em navios na barra de Santos.
Na época, o grande apelo turístico eram as "águas mais puras e cristalinas da praia do Gonzaga, para a oxigenação e recuperação da saúde". E também "o perfeito serviço de bondes, que serviam a avenida Ana Costa".
Também o cassino do Parque Balneário era um dos mais importantes do Brasil. Mas, em 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil, que foi um duro golpe para o estabelecimento. Mas, com o crescimento do turismo em Santos, com a inauguração da Via Anchieta em 1947 o hotel manteve-se como um grande balneário.

Em 1970 o hotel era sede do Santos Futebol Clube
Nos anos 1960, com as crises que assolaram o país, o Parque Balneário entrou em decadência.

Em 1966 a família Fraccaroli vendou as instalações para o Santos Futebol Clube, que o transformou em sua sede social. Eram famosos os bailes de carnaval do clube, e lá também haviam festas de formatura e de gala. Os salões de Mármore e Dourado recebiam artistas e shows musicais.

Mas, poucos anos depois, problemas com o pagamento do imóvel fizeram com que os Fraccaroli retomassem parte do hotel. Assim, em agosto de 1972 anúncios foram publicados nos jornais, sobre a venda do complexo, enfatizando que metade era da família Fraccaroli e a outra metade, do Santos Futebol Clube.

Anúncio em cores publicado...

Ainda em setembro de 1972 houve um dos últimos eventos no local, a comemoração dos 150 anos da Independência do Brasil, o Sesquicentenário.

...no jornal Cidade de Santos, em agosto de 1972

Enfim, o antigo Parque Balneário foi vendido para o Grupo Cláudio Doneux que ali planejava construir um moderno complexo turístico e residencial.

Em junho de 1973 começou a demolição dos antigos prédios, para então ser dada início à construção dos edifícios residenciais, do shopping e do hotel de nível internacional. Apenas um dos prédios não foi demolido, que ficava nos fundos do complexo, na esquina das ruas Fernão Dias e Carlos Afonseca, e que ainda existe no local.



Em 1977 foi inaugurado o Parque Balneário Center, hoje Shopping Parque Balneário, e o Hotel Holiday Inn, depois chamado de Parque Balneário Hotel.

O ANTIGO BALNEÁRIO RENASCE, EM FORMA DE MAQUETE



Baseando-se em pesquisas em fotos, depoimentos e textos o maquetista Pedrolandi Fernandes Sestari empreendeu seu novo projeto histórico: o antigo Hotel Parque Balneário. Vale lembrar que o profissional já reproduziu em escala bondes e prédios como o Teatro Guarany, a Estação da São Paulo Railway, entre outros elementos históricos de Santos.

Aqui algumas imagens do estágio atual da construção da maquete:

Vista superior da maquete, ainda em fase de construção


A lateral

A maquete, sendo à esquerda o lado da rua Fernão Dias, e a face principal que dava frente para a avenida Ana Costa.

Vamos aguardar a finalização do trabalho da maquete do Parque Balneário.

Conheça mais sobre o trabalho do maquetista Pedrolandi Fernandes Sestari no blog http://maquetesdesantos.blogspot.com/

Veja também:


MATÉRIA NO SITE PORTOGENTE SOBRE O ANTIGO PARQUE BALNEÁRIO
http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=13674


SÉRIE DE ARTIGOS NO SITE NOVO MILÊNIO
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0183.htm


BLOG DO ATUAL SHOPPING PARQUE BALNEÁRIO
http://shoppingbalneario.blogspot.com/


MATÉRIA NO SITE REVISTA SANTISTAS SOBRE AS MAQUETES
http://revistasantistas.wordpress.com/2010/09/22/o-passado-em-miniatura/


MATÉRIA NO MUITO BEM! SOBRE AS MAQUETES DE PEDROLANDI 
http://www.muitobem.tv/2009/07/maquetes-do-centro-historico-de-santos.html

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Maquetes de Pedrolandi Sestari são destaque em matéria da Santa Cecília TV

A história de Santos retratada em maquetes: bondes, prédios históricos como a Estação do Valongo, o Teatro Guarany. É o trabalho do maquetista santista Pedrolandi Sestari que, além de maquetes comerciais, constrói também maquetes que contam a história da cidade, em escala.

Assista a matéria do repórter Rafael Batalha, da Santa Cecília TV:




Fonte: PFS - Maquetes. Clique aqui para conhecer mais sobre o trabalho de Pedrolandi Sestari

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Edifício da praia de Santos na Popular Mechanics, de 1959

Uma imensa biblioteca em suas mãos. Alguns livros completos, e muitos ou alguns trechos de outros. É uma viagem intessante o Google Books, ou Google Livros.



Basta pensar em qualquer tema, selecionar bem as palavras para especificar uma pesquisa e pronto. Frases entre aspas dão uma precisão melhor. E então surgirão livros, e o que é interessante: trechos desses livros, como páginas scaneadas.
Nem todas as obras estão inteiramente digitalizadas, mas com um pouco de sorte é possível encontrar termos em livros e revistas do mundo inteiro, e editados em qualquer tempo, deste século, do anterior e até antes disso.

ARQUITETURA PAULISTA INCLUINDO EDIFÍCIO SANTISTA NA... POPULAR MECHANICS!

A Popular Mechanics (Mecânica Popular) é uma revista publicada nos EUA desde 1902. Atravessou portanto décadas de tecnologia.
Pois pesquisando os termos "Santos Beach" Brazil retornaram vários livros e revistas, e uma edição da Popular Mechanics de outubro de 1959. A manchete: São Paulo: a Detroit Latina traz várias fotos e um texto sobre São Paulo e o porto de Santos.
Reprodução da página do Google Livros, com a Popular Mechanics de 1959: Matéria sobre São Paulo, a Detroit Latina

Reprodução da página do Google Livros, com a mesma edição da Popular Mechanics de 1959: foto de edifício da avenida Vicente de Carvalho, na praia do Boqueirão em Santos
O edifício acima fica em Santos, na avenida Vicente de Carvalho, na praia do Boqueirão. Veja uma foto do street view do Google, como está o prédio atualmente:
Imagem do Street View, do Google, de edifício em Santos
 Abaixo, outra foto de um edifício de Santos, desta vez destacando as formas inimagináveis no alto do prédio. Na foto, pode-se ver parte da orla de Santos, em 1959:

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

15 de Novembro: Proclamação da República

15 de novembro de 1889 foi o dia da Proclamação da República no Brasil, pelo Marechal Deodoro da Fonseca.

Aqui no blog entre outros textos históricos, já escrevi que a cidade de Santos era, antes da proclamação, republicana.
E também abolicionista.
Tal ousadia causou entraves para, por exemplo, o socorro de vítimas decorrentes de uma grave crise na cidade: o governo, que era a monarquia, ignorou a febre amarela que assolava Santos. No livro Ventos do Mar há, entre outros trechos históricos interessantes sobre o fato:

Em Santos, durante a campanha republicana, mesmo a tradicional rivalidade entre os bairros do Valongo e dos Quartéis terminou. O mesmo ano viu a epidemia de febre amarela, que coincidiu com o revolvimento do lodo junto ao antigo Porto do Bispo, que teve lugar com as obras do cais. A epidemia durou de março a maio, ceifando mais de 700 vidas.



A população diminuía porque os mais abastados emigravam e os que ficavam iam sendo vitimados. Santos ficou deserta (...) nas ruas, de espaço a espaço ardiam barricas de alcatrão (...) desprendendo colunas de fumo negro.


A indiferença do Governo Imperial com a situação da cidade republicana foi um dos fatores apontados por Francisco Martins dos Santos para a radicalização da campanha na cidade. Enquanto o Governo Provincial não fez mais do que enviar um conto de réis como donativo, devolvido com indignação pela Câmara Municipal, os membros do Partido Republicano santista organizava o combate à peste com os recursos da própria cidade. De acordo com o depoimento de uma testemunha:

Vieram do Rio algumas irmãs de caridade, que se internaram numa dependência do Convento do Carmo e no Mosteiro de São Bento, transformado em hospital. O teatro Rink era hospital; a Benificência Portuguesa abriu suas portas às vítimas da febre amarela; as redações dos jornais transformaram-se em postos de informações e mesmo em postos médicos, para acudir a qualquer chamado.

A atitude solidária do jornal A Província de São Paulo, na ocasião, veio, mais tarde, a cindir o Partido Republicano santista entre a candidatura de Júlio de Mesquita e a oficial do partido, de Bernardino de Campos. Estas duas facções, depois da Proclamação da República, agrupadas respectivamente no Centro Republicano e Clube Nacional, marcaram a política local.


(leia a postagem completa em http://www.muitobem.tv/2010/05/ventos-do-mar-abolicao-da-escravatura.html )

O HINO

"Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós!" é a parte mais conhecida deste belíssimo hino brasileiro. Veja a letra completa e clique aqui para ouvir o hino (necessário o Windows Media Player ou equivalente)

HINO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Obra de 1890, música composta por Leopoldo Américo Miguez (1850-1902) e letra escrita por Joaquim de Medeiros e Albuquerque (1867-1934).

Seja um pálio de luz desdobrado
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel, que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!


Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!


Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre país...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!


Liberdade! Liberdade!...


Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue no nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!


Liberdade! Liberdade!...


Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado
Sobre as púrpuras régias de pé!
Eia, pois, brasileiros, avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!


Liberdade! Liberdade!...

Letra e som do hino foram obtidos no Portal do Governo do Estado do Rio de Janeiro

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Visita ao Palácio Saturnino de Brito em Santos

O engenheiro sanitarista Saturnino de Brito
A cidade de Santos e sua população jamais poderá se esquecer de Saturnino de Brito. Houve uma época, no final do século XIX que praticamente metade da população santista morreu devido as condições ruins de saneamento básico. A área urbana concentrava-se apenas na região do atual centro histórico de Santos, já que o restante da cidade era dominado por mangues e seus mosquitos transmissores da dengue e febre amarela. A praia não tinha qualquer atrativo.

Estação de tratamento no José Menino
Engenheiro sanitarista, Saturnino de Brito desenvolveu estudos urbanísticos e de saneamento de cidades como Vitória, Campinas, Ribeirão Preto, Limeira, Sorocaba, Amparo, Petrópolis, Paraíba do Sul, Itacocara e até de Campos dos Goytacazes, cidade fluminense onde nasceu em 14/07/1864. Também realizou projetos parciais nas capitais paulista e pernambucana.

Em Santos, deu início a gigantesco plano de saneamento que incluiu os canais de drenagem e a Ponte Pênsil (inaugurada em 21/5/1914, para dar suporte aos emissários do esgoto de Santos, cujos dejetos eram lançados ao mar na ponta de Itaipu). Com a criação dos canais foi possível ocupar a vasta área urbana até a região da orla de Santos, à partir do início do Século XX. Com a drenagem do solo encharcado da cidade, a população se via livre dos mosquitos e suas doenças. Com o saneamento básico e a coleta de esgotos, doenças infecciosas diminuiram drasticamente, e seu porto poderia perder o triste título de "porto da morte".

PALÁCIO SATURNINO DE BRITO

Nada mais justo do que a sede da Sabesp ficar no Palácio Saturnino de Brito, na avenida São Francisco, 128. O prédio é de estilo clássico, inaugurado em 1910, em cujo interior se destaca o vitral Os Bandeirantes, do artista alemão Conrado Sorgenicht, de seis metros de altura, que retrata a escalada da Serra do Mar por bandeirantes e indígenas.

Vitral Os Bandeirantes
Também conhecerão itens que pertenceram ao engenheiro Saturnino de Brito, pioneiro da engenharia sanitária e autor, no início do século passado, do projeto de saneamento da cidade, que engloba os canais de drenagem.

A placa na entrada do Palácio Saturnino de Brito: nome do palácio foi dado em 1964, por decreto estadual
No museu, também há muitas fotos antigas, mapas. Todas as imagens desta postagem foram obtidas no local. A visita pode ser acompanhada de monitores que explicam a história do saneamento na cidade de Santos e sobre o próprio Saturnino de Brito. Vale a pena: é uma verdadeira viagem no tempo.

O local fica no trajeto da Linha Turística de Bondes, e faz parte de um dos pontos de descida e subida opcional. Fica também próximo a subida do Monte Serrat.


Os bondes passam em frente ao Palácio Saturnino de Brito
Leia mais:

http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0120d4.htm

Veja a localização no Google Maps:


Exibir mapa ampliado

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Santos antiga: Avenida Conselheiro Nébias em 1970

A foto abaixo é dos arquivos do extinto jornal Cidade de Santos, e foi publicada em 1970. Mostra a avenida Conselheiro Nébias, no cruzamento com a avenida Campos Salles.

Notem alguns aspectos da foto:

No poste, antiga placa de Proibido Estacionar, com o P cortado, ainda no antigo Código Nacional de Trânsito de 1966. E curiosamente a tal placa talvez fosse dupla-face: também voltada para o lado oposto do sentido da via. Era comum naquele tempo os carros trafegarem nos dois sentidos, inclusive em uma das pistas. Não digo que isso ocorria na época na Conselheiro Nébias, mas em muitas avenidas isso ocorria, principalmente nos Canais. Ou seja, dois sentidos em uma mesma pista dos canais.

Outro detalhe marcante é o posteamento no canteiro central da avenida. Os postes tinham suportes com um design que marcou a Conselheiro durante décadas. Nos suportes menores e mais acima, a iluminação.
Os suportes mais inferiores e maiores sustentavam a rede aérea dos trólebus, que hoje não mais circulam naquela avenida.

E a caminhonete da Fama, que vemos no canto inferior esquerdo da foto.

E sem contar com a quantidade de fuscas e peruas Kombi.

No mais, os imóveis que vemos na foto não mudaram tanto. Se pudéssemos ver mais à direita da foto, veríamos o que restou do gasômetro, que havia explodido em 1967 - hoje no local há um supermercado Compre Bem.

sábado, 23 de outubro de 2010

Exposição de fotos da Várzea Santista

O futebol de várzea em Santos tem uma história importante, que se confunde com a história popular da cidade, nas ruas e antigos campos que existiram em diversos bairros e que hoje se transformaram em ruas, prédios, construções, enfim, quase não há rastros dessa história. Mas, um grande registro fotográfico traz ao presente as glórias do passado.

Jair Siqueira mantém o site Várzea Santista, muitíssimo bem elaborado e com imagens históricas. Ele foi destaque no jornal A Tribuna, em setembro de 2009.



EXPOSIÇÃO DE FOTOS

A Prefeitura de Santos, através da sua Secretaria de Esportes-SEMES, o Centro de Memória Esportiva Museu De Vaney, o site Varzeasantista.com, prepararam e estarão expondo um acervo com mais de 300 fotos de times de futebol de várzea dos áureos tempos da nossa cidade.

Cerca de 200 times estão comtemplados nessas fotos. Times que jogavam aos domingos pela manhã, times do período da tarde que jogavam calçados, times que disputavam os campeonatos da Liga de Futebol Amador de Santos e alguns times que jogavam aos sábados.

O tema futebol de várzea ainda é apaixonante. Em qualquer canto da cidade, nas conversas entre amigos, se alguém comentar alguma coisa referente ao assunto, à conversa vai longe.

A Foto do Passado do jornal A Tribuna é o primeiro item procurado no jornal, todos querendo encontrar uma antiga foto de um time da várzea. A quantidade e a qualidade das fotos em exposição com certeza trará ao público que vier assistir, emoções e belas lembranças de uma época feliz de sua vida.


EXPOSIÇÃO DE FOTOS DE TIMES DE VÁRZEA DE SANTOS
Local:
CENTRO DE MEMÓRIA DESPORTIVA MUSEU DE VANEY
Endereço:
PRAÇA REBOUÇAS, S/N
PONTA DA PRAIA, SANTOS - SP
Data e Horário
21/10/2010 a 30/11/2010
Segunda a Sexta
9:00 - 12:00 e 14:00 às 18:00

Veja matéria no Jornal da Tribuna (TV Tribuna, Santos, afiliada à Rede Globo) em 23 de outubro de 2010, com apresentação de Tony Lammers e reportagem de Renata Rocha e imagens de Rodrigo Ramos: