Em 1955 o Serviço Municipal de Transportes Coletivos (SMTC) de Santos começa o projeto de implantação do Serviço de Trólebus na cidade, da mesma forma como o sistema estava implantado em São Paulo e também em outras cidades como o Rio de Janeiro e Salvador.
O projeto original dos trólebus previa 7 linhas, inicialmente:
•linha 1 - da Praça Rui Barbosa ao Orquidário
•linha 2 - da Praça Rui Barbosa ao Ferry Boat
•linha 3 - da Praça Mauá à rua Estados Unidos da Venezuela
•linha 4 - da Praça Mauá à praça Hipólito do Rego, no canal 4
•linha 5 - da Praça Mauá à av. Almirante Cochrane
•linha 6 - da Praça Mauá à praça Visconde de Ouro Preto, na Ponta da Praia
•linha 7 - da praça Mauá à rua Vergueiro Steidel, no bairro do Embaré.
A primeira linha prevista para entrar em operação era a linha 2 da lista acima, porém, por ainda não ter a fiação ligando o Canal 5 ao Ferry Boat, a primeira linha efetivamente foi a linha 5. Mas, devido aos bondes ainda fazerem ponto final na Praça Mauá, o ponto inicial escolhido para os trólebus foi a rua Martim Afonso. A numeração original das linhas acabou não sendo utilizada também.
Em 1963, poucos dias antes da chegada do primeiro lote de 5 trólebus, de um total de 50 unidades encomendadas da Itália, a Câmara de Vereadores sugeriu que o SMTC eliminasse os ônibus à diesel e ficasse apenas com trólebus e bondes.
O projeto original dos trólebus previa 7 linhas, inicialmente:
•linha 1 - da Praça Rui Barbosa ao Orquidário
•linha 2 - da Praça Rui Barbosa ao Ferry Boat
•linha 3 - da Praça Mauá à rua Estados Unidos da Venezuela
•linha 4 - da Praça Mauá à praça Hipólito do Rego, no canal 4
•linha 5 - da Praça Mauá à av. Almirante Cochrane
•linha 6 - da Praça Mauá à praça Visconde de Ouro Preto, na Ponta da Praia
•linha 7 - da praça Mauá à rua Vergueiro Steidel, no bairro do Embaré.
A primeira linha prevista para entrar em operação era a linha 2 da lista acima, porém, por ainda não ter a fiação ligando o Canal 5 ao Ferry Boat, a primeira linha efetivamente foi a linha 5. Mas, devido aos bondes ainda fazerem ponto final na Praça Mauá, o ponto inicial escolhido para os trólebus foi a rua Martim Afonso. A numeração original das linhas acabou não sendo utilizada também.
A foto ao lado mostra um dos trólebus ainda no navio Lloyd Guatemala, que trouxe desde o porto italiano de Livorno os modernos trólebus Fiat Alfa-Romeo Marelli Pistoiese.
Curiosidade: naquela época e durante muitos anos o nome trólebus era grafado como troleibus.
No dia 12 de Agosto daquele mesmo ano, é inaugurada a linha 5, a primeira linha de trólebus de Santos, ligando o Centro ao bairro do Macuco.
Havia na cidade o serviço de bondes, e as novas linhas de trólebus foram projetadas de modo a se evitar os trechos onde haviam os bondes, já que ambos usam eletricidade, porém com sistemas diferentes.
Assim, as primeiras linhas predominaram no canal 3 (avenida Washington Luiz) e avenida Epitácio Pessoa, e também no canal 5 (avenida Almirante Cochrane) e Marechal Floriano Peixoto, entre outras: estas vias não tinham o tráfego de bondes.Havia na cidade o serviço de bondes, e as novas linhas de trólebus foram projetadas de modo a se evitar os trechos onde haviam os bondes, já que ambos usam eletricidade, porém com sistemas diferentes.
A foto ao lado mostra justamente um trólebus da linha 8 circulando na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, que na época tinha um canteiro central bastante degradado. Note na foto, em primeiro plano as marcas dos trilhos de bondes retirados dos paralelepípedos. Aos poucos as pedras foram se transformando em buracos, prejudicando o trânsito naquela avenida.
Em 1968, com a implantação do novo governo municipal, visivelmente contrário aos bondes, iniciou-se a compra de dezenas de ônibus à diesel Mercedes-Benz, e foram canceladas diversas linhas de bondes e os trólebus também não tiveram a expansão pretendida, inclusive foi suspensa a implantação da linha de trólebus para a Zona Noroeste, apesar de haver a fiação na avenida Nossa Senhora de Fátima.
Naquele ano, Santos contava com 7 linhas de bondes: 16, 17, 19, 23, 29, 39 e 42. A partir de então estas linhas foram sendo canceladas, até o último dia de circulação das duas últimas linhas: a 17 e a 42, que circularam até o dia 27 de Fervereiro de 1971.

A linha 4 foi mantida, mesmo percorrendo bom trecho em contramão na avenida Epitácio Pessoa, o que causou acidentes e atropelamentos.
Em Santos, pela EBTU, conseguiu-se a reforma e revitalização da frota ainda existente dos trólebus, num total de 25 unidades, e também foram adquiridos 8 novos trólebus, desta vez brasileiros, da empresa Marcopolo.

Em 1987, a CSTC adquire mais 6 trólebus, nacionais da empresa Mafersa e em 1988 a linha 20 que liga o Centro ao Gonzaga, passa a ser operada por trólebus.
Novamente é iniciada a expansão do sistema em direção a Zona Noroeste, com a implantação de fiação na avenida Martins Fontes.
Em 1989 no entanto, a ampliação é novamente suspensa, e com o passar dos anos a frota de trólebus de Santos começa a se degradar. Em 1993 restavam apenas 2 linhas de trólebus (4 e 20). Em 1996 a prefeitura tira de circulação todos os 11 trólebus FIAT que ainda estavam em operação, além de 7 unidades Marcopolo. Restaram apenas 7 trólebus, e apenas a linha 20.

Há alguns anos o trólebus Marcopolo também foi retirado da frota restando apenas 6 trólebus Mafersa que é o trólebus mostrado na foto ao lado.
Em 2008 dois dos 6 Mafersa começaram a ser preparados para operar uma linha turística de trólebus, ligando o Centro ao Gonzaga, operando em conjunto com os bondes do centro da cidade.

Este trólebus italiano FIAT, de 1963, poderá ser reformado e recaracterizado, e também poderá ser pintado nas suas cores originais, ou seja, prata e vermelho.
Então teremos um verdadeiro exemplar histórico do início do serviço de trólebus rodando pela cidade de Santos.
Então teremos um verdadeiro exemplar histórico do início do serviço de trólebus rodando pela cidade de Santos.
Veja mais sobre a história dos trólebus de Santos no site Trólebus de Santos.
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